São as pequenas ações que determinam nossos resultados
Me chamou a atenção na parte que estou lendo na qual ele
cita o conhecido versículo de Eclesiastes 3:01, “Tudo tem a sua ocasião própria,
e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. Refletindo sobre esta
passagem do Antigo Testamento, Ramon Tessmann fala sobre os ciclos da vida.
Sobre a importância de identificarmos estes ciclos e as mudanças que eles impõem,
e assim, tomarmos as decisões certas para nos alinharmos com o nosso propósito.
Quando não percebemos estes ciclos, é bem provável que tomemos decisões que nos
afastem dele.
Na página 69 ele diz que “Davi viveu um
tempo de sua vida como pastor de ovelhas, depois foi um soldado temporário
derrotando um certo gigante e, por fim, cumpriu o seu chamado como rei de Israel.
Cada propósito no seu devido tempo”.
Porém antes de falar sobre os ciclos da vida e sobre o
versículo de Eclesiastes, gostaria de refletir sobre a ação de ter lido um
pequeno trecho do livro e o que isto representou para mim.
A ação que me refiro foi ter feito esta pequena leitura
hoje pela manhã, o que me levou a fazer algumas reflexões. Eu poderia ter pensado
em ler e por “ter outras coisas para fazer”, ter desistido. Mas foi a partir
desta leitura que minha mente e meu espírito ficaram “direcionados” a refletir
sobre este tema. O que concluí é que se não tivesse feito este pequeno esforço,
parado e lido este trecho, minha mente, certamente, teria vagado em outras
direções. Constatei mais uma vez o quanto é inquestionável que tudo que lemos,
vimos ou ouvimos, tem influência sobre nosso dia, sobre nossos pensamentos e
sobre nossas decisões. Ou seja, tudo o que absorvemos determina nosso comportamento.
Então, entendi que são pequenos passos ou ações que fazem
a diferença em nosso dia. Ou seja, são eles que determinam o curso das nossas
decisões, do nosso comportamento, dos nossos resultados. Também concluí que
muitas vezes temos algum projeto meio que definido em nosso coração, algo que
soa como “Um dia gostaria de chegar a tal lugar”. Mas, na prática, no dia a
dia, não fazemos nada para isso. Não caminhamos para este alvo. E, como tudo
são processos, tudo passa por etapas e sequências, nunca saímos do mesmo lugar.
Aquilo que até em algum momento queima em nosso coração, acaba sendo “esfriado”
por ações que vão em outra direção. No caso, fazer uma pequena leitura, me
levou a refletir sobre algo que não teria refletido se não tive lido. Se quero
saber mais sobre propósito, o mínimo que devo fazer é ler algo a respeito. Foi
o que aconteceu nesta manhã.
Lembrei daquela música “Deixa a vida me levar”, de Zeca
Pagodinho. Muitas vezes estamos assim, vivendo simplesmente por viver. Sem um objetivo
claro, sem sabermos onde queremos chegar, sem sabermos qual é o nosso propósito.
Até dizemos que não pensamos assim, mas na prática, na prática, estamos vivendo
“bem deste jeito”, como diz o gaúcho.
Refletindo sobre isto, também entendi, que há duas situações
que precisamos observar. A primeira, tem a ver com aquilo que desejamos ou
sonhamos. Que está no campo do abstrato, que é apenas uma vontade ou uma
aspiração que está em nosso coração.
A segunda, é a que tem a ver com o que realmente fazemos.
É o real, é o que vai trazer resultados práticos. Tem a ver com a nossa rotina.
O que fazemos ou absorvemos seja através dos nossos olhos ou dos nossos
ouvidos. O que realmente entra todo dia em nosso coração. O problema disso, é
que ao confundirmos isso acabamos nos enganando. Quando não identificamos esta
diferença, pensamos que estamos agindo quando na verdade só estamos desejando
ou planejando algo. Mas na prática, na nossa rotina, não fazemos nada a
respeito do que almejamos em nosso coração. O que é pior, sem percebemos,
estamos tendo atitudes que são contrárias ao que realmente queremos. E o que
está no campo da imaginação, do desejo, do abstrato, nunca, nunca vai se tornar
realidade se efetivamente não dermos passos para isso. As coisas não acontecem
como um passe de mágica.
Vivemos cada dia de cada vez, cada mês por mês, no máximo
que fazemos, quando fazemos, é um planejamento anual, que geralmente começa bem
em janeiro e cai no esquecimento lá por março ou abril. Ou seja, vivemos nossa
vida sem um plano, sem uma meta ou sem um projeto específico. Não admitimos,
mas estamos deixando a vida nos levar. Claro, não podemos generalizar, nem todo
mundo age assim, mas, a grande maioria sim. Eu mesmo, estou me esforçando para
mudar isso, muitas vezes agi sem um plano, sem saber onde queria chegar. O pior
ainda é que, às vezes, nem sabemos onde chegar. Durante muito tempo, também fui assim.
Seria importante fazermos algumas perguntas a nós mesmos,
como por exemplo: Quais são nossas metas? Quais são nossos objetivos? Quais são
nossos sonhos? Onde queremos chegar? Porque faço o que faço? Qual o sentido
tudo isso? O que queima meu coração? Algo queima meu coração? Qual é meu foco?
Qual é minha maior limitação? Dificuldade? Quais são minhas habilidades?
Depois, se conseguirmos responder a algumas dessas
perguntas, precisamos identificar quais atitudes práticas estamos fazendo para
sair do campo abstrato para dar passos concretos em direção a esses objetivos.
Como por exemplo: Qual livro que estou lendo sobre este
assunto? Quais vídeos tenho assistido que podem me ajudar nestas questões? Com
quais pessoas que já chegaram onde quero chegar estou conversando? Quanto tempo
do dia eu dedico a este projeto?
Eu gosto da Netflix, assisto a muitos filmes. Não tenho
nada contra. Mas, preciso questionar se muitas vezes não nos anestesiamos com entretenimentos
e assim, a vida vai nos levando. Vamos apenas vivendo um dia por vez. Que são
as pessoas mais próximas de mim? Essas pessoas colaboram com o processo para
conquistar meu sonho ou me afastam dele?
A atitude de refletir nem sempre é boa. Ela nos confronta.
Talvez seja por isso que fugimos dela. A reflexão quando é honesta, nos deixa
desconfortáveis. Ela aponta coisas que precisamos mudar, renunciar. Ela nos
indica que precisamos fazer esforço que não estamos dispostos a fazer para
chegar onde queremos. Ela nos indica caminhos que talvez não queiramos trilhar.
Mas tudo tem um preço. Se quisermos conquistar algo,
precisamos estar dispostos a pagar o preço. E, tudo começa com uma mudança de
mentalidade. Como disse Albert Einstein, “Insanidade é continuar fazendo sempre
a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.
Bom, voltando ao início deste texto onde o autor fala
sobre ciclos da vida, sobre Eclesiastes 3:01 e sobre os ciclos do Rei Davi, penso
que é importante também, além das reflexões acima, identificarmos em qual ciclo
nos estamos vivendo. Confesso que até hoje nunca tinha pensado sobre isso.
Muitas vezes podemos ter um comportamento certo, uma ação certa, em um ciclo
errado. É preciso haver um alinhamento entre o período que estamos vivendo, o
momento de nosso relacionamento com Deus, o estágio que minha vida e as
decisões que tomo.
O Rei Davi, ainda quando era um pastor de ovelhas, não
poderia tomar as mesmas decisões de quando seria Rei de Israel. Quando foi um
soldado guerreiro, também não poderia tomar decisões de chefe de estado. Quando
estava nas cavernas, fugindo do Rei Saul, tinha que tomar decisões compatíveis
com o momento que ele estava vivendo.
Quando estamos lutando para ter algo, precisamos ter uma
perspectiva. Quando temos de administrar o sucesso ou a conquista, devemos ter
outra perspectiva. Davi caiu vergonhosamente quando era rei, porque deixou de
ir para guerra e decidiu ficar no palácio. Quando a calmaria vem em nossa vida,
muitas vezes, ela é mais perigosa do que a tempestade que nos mantém sempre
alertas.
Que Deus nos ajude a identificar onde queremos chegar, a
sabermos a diferença entre desejo, que é abstrato e nossas ações concretas que
fazemos todos os dias. Que possamos identificar quando nosso comportamento nos
afasta do nosso propósito ou do nosso sonho. E, por último, que saibamos
identificar o ciclo que estamos vivendo para tomar as decisões de acordo com
ele.

Grande reflexão, um texto que pode ser impresso para deixar na cabeceira da cama e todos os dias ao acordar, ler, para lembrarmos de a cada dia nos aproximar do nosso propósito, como diria o amigo escritor Sérgio Almeida: “eu não tenho medo de morrer sem realizar meus sonhos, e sim de morrer sem ter cumprido meu propósito”.
ResponderExcluirObrigado meu amigo Odair. Fico feliz que tenhas gostado do texto. Que Deus nos ajude a vivermos o nosso propósito nesta vida!
ExcluirComo é bom ler seu texto! Parabéns meu amigo!
ResponderExcluirQue mais e mais pessoas possam entender a Bíblia e relacionar seus ensinamentos nas suas vivências diárias, tentando segui-los e adotá-los nas suas vidas.
Grande Abraço!
Obrigado Darci... amém, que seja assim... a Palavra de Deus deve ser a nossa bússola, ela deve direcionar nossas decisões sendo luz para nosso caminho e lâmpada para nossos pés. Grande abraço...
ExcluirMuito bem colocado, Deus abençoe.
ResponderExcluirAmém
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